Tendo em vista a ocorrência de um caso confirmado de meningocóccemia em Mairi, faz-se necessário um esclarecimento à população sobre a doença, sua transmissão e as medidas de controle que foram tomadas pela Gestão Municipal e Estadual da Saúde.

Mairi registrou um óbito em 23 de agosto do corrente ano, de um adolescente de 16 anos. Essa pessoa apresentava febre alta e manchas vermelhas pelo corpo. No dia 7 de outubro, a irmã do mencionado rapaz de 16 anos, faleceu com os mesmos sintomas. A Secretaria Municipal de Saúde foi acionada pelos familiares da jovem e prontamente informou o caso a Secretaria Estadual de Saúde. Diante da falta de diagnóstico, foram tomadas providências para possíveis diagnósticos com base nos sintomas apresentados, tendo sido tomadas medidas quanto à prevenção de novos casos de Dengue e Meningite (caso fosse alguma dessas doenças).
No dia 26 de outubro, uma jovem de 25 anos, da mesma família apresentou os mesmos sintomas: febre alta e manchas vermelhas (petéquias) pelo corpo. Essa pessoa foi transferida, porque uma das determinações do Estado foi encaminhar os casos para o Hospital Couto Maia em Salvador. Atualmente ela se encontra em bom estado de saúde, sob tratamento naquele hospital. Seu diagnóstico foi Meningocóccemia, uma infecção causada pela mesma bactéria que causa a Meningite: a Neisseria Meningitidis, ou seja, não foi diagnosticado Meningite, mas sim, Meningocóccemia.
Considerando que a população encontra-se apreensiva, com receio da ocorrência de novos casos e com a propagação desta bactéria na sociedade de Mairi, podemos esclarecer que, até o momento, os casos aconteceram numa mesma família. NÃO TEMOS REGISTRO DE CASOS COMO ESTE EM OUTROS PONTOS DA CIDADE. A profilaxia foi feita em todos os contatos da paciente, incluindo os profissionais que a atenderam no hospital.
O ser humano é o único hospedeiro natural da N. meningitidis. Cerca de 10% dos adolescentes e adultos são portadores assintomáticos da bactéria na orofaringe ("garganta") e podem transmitir a bactéria, mesmo sem adoecer. A bactéria é transmitida de uma pessoa para outra pela secreção respiratória (gotículas de saliva, espirro, tosse). Geralmente, após a transmissão, a bactéria permanece na orofaringe do indivíduo receptor por curto período e acaba sendo eliminada pelos próprios mecanismos de defesa do organismo. Desta forma, a condição de portador assintomático tende a ser transitória, embora possa se estender por períodos prolongados de meses a até mais de um ano.

Em menos de 1% dos indivíduos infectados, contudo, a bactéria consegue penetrar na mucosa respiratória e atinge a corrente sanguínea levando ao aparecimento da doença meningocócica. A invasão geralmente ocorre nos primeiros cinco dias após o contágio. Os fatores que determinam o aparecimento de doença invasiva ainda não são totalmente esclarecidos.

Fonte: http://www.cives.ufrj.br/informacao/dm/dm-iv.html

A vacinação para Meningite é ofertada para menores de 5 anos de idade na rede SUS, e não está indicada nestes casos, já que ela leva muitos dias para dar a resposta imunológica, e a profilaxia (uso de antibióticos como eficaz medida na prevenção de novos casos) para age imediatamente, pois o período de incubação da doença é de 10 dias, ou melhor, o que realmente impede a propagação da doença é a profilaxia com antibióticos. Se o Governo do Estado da Bahia e o Governo Federal assim entender necessário, serão liberados a vacinação para outras faixas etárias, mas até o momento esta medida não está prevista.

O fluxo de atendimento de novos casos suspeitos têm sido encaminhar os pacientes para o Hospital Couto Maia e informar ao CEVESP (Coordenação Estadual de Emergência em Saúde Pública) e a DIVEP (Diretoria de Vigilância Epidemiológica). Caso suspeito é aquele que apresenta os mesmos sintomas e teve contato íntimo com a jovem de 25 anos que se encontra hospitalizada no Couto Maia.

Contato íntimo: moradores do mesmo domicílio, indivíduos que compartilham o mesmo dormitório, comunicantes de creches e pessoas diretamente expostos às secreções do paciente.

Fonte: BRASIL, 2006 (guia da Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde)

Temos de ser solidários e evitar, principalmente nesse momento, qualquer tipo de promoção pessoal ou movimento político no intuito de macular a atual Gestão Municipal e Estadual da Saúde, as quais em nenhum momento foram negligentes, até porque, se “não é possível impedir que todas as pessoas adoeçam de todas as doenças”, pode-se sim garantir que as pessoas tenham uma assistência médica digna e a tempo de se evitar a morte e promover a vida, como foi feito com a jovem que se encontra fora de perigo.

As demais hospitalizações anteriormente ocorridas entre crianças e residentes da localidade da Viola estão sem diagnóstico, mas foram descartadas as doenças: Meningite, Dengue, Hepatite A e B e Leptospirose (exames realizados pelo Laboratório Oficial do Estado – LACEN).

Quaisquer outras medidas (vacinação ou atos similares) tomadas por órgãos ou pessoas que não indicadas pelas secretarias Municipal e/ou Estadual de Saúde serão de inteira responsabilidade de seus autores.

Esta nota tem o propósito de esclarecer os fatos ocorridos, tornando-os públicos, registrando ainda que esta Gestão Municipal, bem como a Gestão Estadual não têm qualquer interesse em esconder ou omitir informações, muito pelo contrário, já que estes são os maiores interessados em impedir a propagação de novos casos.

ANTÔNIO CEDRAZ CARNEIRO 
Prefeito Municipal

1 Comentários

Anônimo disse…
É isso que a população merece e deve saber e não ficar dando ouvidos a boatos de pessoas mal informadas, que não tem conhecimento de causa e só quer falar besteira. tentando denegrir a imagem de quem realmente trabalha pelo bem estar da população mairiense.

Parabens Prefeito e equipe da secretaria de saúde de mairi pelo empenho.
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